quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Eixo Rodoviário de Brasília: Eixão da Morte?

O Eixo Rodoviário de Brasília, conhecido como Eixão, é a via expressa que atravessa longitudinalmente toda a extensão do Plano Piloto - Asa Sul e Asa Norte. Ao longo de seus quase 16 Km, dispões de três pistas de rolamento em cada sentido de trânsito, com excelente pavimentação e sinalização, além de uma faixa intermediária com cerca de 4 m de largura no cento da via, denominada "Faixa Presidencial".

É uma via que se destaca tanto pela sua arquitetura e engenharia sofisticadas, quanto pelas belezas naturais e urbanísticas ao longo de suas margens. Aos domingos e feriados o trânsito de veículos é fechado em toda a extensão da via, que passa a ser desfrutada pela população com a prática de esportes, lazer, manifestações artísticas e shows, num evento conhecido como "Eixão do Lazer", já incorporado à cultura da cidade de Brasília.

A despeito de todas essas qualidades, esta é uma estrada que padece de um desagradável estigma: Cada vez que acontece um acidente nesta via, imediatamente registra-se um verdadeiro alvoroço no noticiário local, sempre com os mesmos chavões, do tipo "Eixão da Morte", "Fechem o Eixão", "Via Assassina", "Mureta no Eixão", etc, etc...
Invariavelmente essa onda difamatória, encabeçada pelo jornal local, Correio Braziliense, e seguida fielmente pelo telejornal DF-TV da Rede Globo, dissemina um verdadeiro horror na população e contagiando instantaneamente os pouco ocupados políticos locais, assim como tantas outras lideranças públicas e formadores de opinião.
Ato contínuo, sem qualquer análise crítica minimamente criteriosa, esses personagens passam a protagonizar euforicamente uma espécie de campanha contra o Eixão! Imediatamente aparecem os pseudoespecialistas de plantão oferecendo seus palpites e tentando mostrar suas propostas e sugestões, cada qual mais improvisada e impetuosa, inclisive muitas insanas e tolas, sem qualquer critério lógico.

No entanto, tudo isso decorre do fato de que o Eixão é uma vitrine perfeita para quem quer atrair holofotes e chamar a atenção da população incauta! Coisas típicas de jornalistas neófitos, correndo pra tentar "emplacar uma primeira página"!... E, lamentavelmente, a esmagadora maioria dos leitores não possui discernimento suficiente para perceber que essas matérias são desprovidas de análise e de fundamentos, além de serem tendenciosas, muitas vezes.
Bastaria uma simples avaliação dos dados disponíveis para se perceber que tamanho alarde é impertinente. Pois, vejamos:
1)   A última morte no Eixão aconteceu em Abril/2011 - há mais de sete meses, sendo que a média nesta via tem sido de cerca de uma morte a cada 15 meses (Ou seja, nos 16 Km do Eixão morre menos de 1 pessoa por ano, em média);
2)   O DF possui outros 1.660 km de vias e TODAS, isso mesmo, TODAS ELAS oferecem condições de tráfego e de segurança muito inferiores ao Eixão. Ou seja, são piores que o Eixão sob todos os aspectos;
3)   Nesses outros 1.660 km morrem, em média, 480 pessoas por ano;
4)   Isto significa que, proporcionalmente, as demais vias matam quase cinco vezes mais do que o Eixão. Se fossem feitas comparações com trechos específicos, seguramente identificar-se-iam vias com índice de mortalidade dez vezes ou mais superiores ao do Eixão.
Como exemplo, há pouco menos de três meses morreram 5 pessoas de uma mesma família, inclusive duas crianças pequenas, na via que liga o Plano Piloto ao Gama. Pouco antes disso morreram 12 pessoas em dois acidentes na via de acesso a Brazlândia. São tragédias infinitamente mais graves do que os raros casos isolados que acontecem no Eixão e que não mereceram qualquer destaque da imprensa local que, paradoxalmente, sequer  cogitou a necessidade de se melhorar as condições daquelas vias, tampouco de se colocar muretas de proteção ou coisa que o valha.
Entretanto, no Eixão, que é, sem sombra de dúvidas, a melhor e mais bem pavimentada via do Distrito Federal, basta acontecer uma imprudência, uma batida mais grave, que o chavão volta à mídia: "Fechem o Eixão da Morte", "Coloquem Mureta no Eixão". Ora, nem a Autobahn, a melhor e mais tecnológica estrada do mundo, construída para se trafegar a 250, 300 km/h dispõe de mureta dividindo suas faixas. Em alguns trechos h, no máximo, um simples guard rail na margem.

Além disso, construir a cogitada mureta ocupando ou dividindo a chamada faixa presidencial do Eixão seria uma perda importante, pois aquela faixa é um diferencial que favorece, sobretudo à segurança da pista, conforme veremos mais adiante.
As demais vias do DF, estas sim, podem ser chamadas de pistas assassinas ou estradas da morte, assim como a imensa maioria das estradas brasileiras. Porém, o Eixão, definitivamente, não. Além de ser a melhor e mais bem equipada via do DF – quiçá do Brasil – preserva diferenciais de segurança e trafegabilidade únicos. Vejam:
1)    Não tem subida;
2)    Não tem descida;
3)    Não tem precipício, desnível nem barranco nas margens;
4)    Não tem curvas;
5)    Dispões de 6 faixas - três em cada pista, com uma pavimentação
       de altíssima qualidade;
6)   Oferece um espaço estratégico de quase 4 metros entre as pistas
      (a chamada Faixa Presidencial), muito útil tanto para escape em
      eventuais panes ou acidentes quanto para socorro a vítimas.
Quanto à tão combatida Faixa Presidencial, além de conferir um diferencial de charme e amplitude de espaço à via, constitui-se num elemento bastante útil e estratégico, conforme veremos:
1)   Supre perfeitamente a falta de acostamento nas necessidades de
      paradas emergenciais, sem obstruir o trânsito;
2)   Permite às viaturas oficiais se posicionarem ou transitarem livremente
      no exercício das funções de fiscalização e controle de tráfego;
3)   Permite o socorro e resgate de veículos, sobretudo, de vítimas,
      independente do trânsito estar engarrafado nas vias normais.
São incontáveis os casos de salvamentos de vidas quando, após graves acidentes, o congestionamento que imediatamente se forma em todas as vias da região teria impedido o imediato resgate de vítimas por terra, tendo sido possível tão somente porque a viatura fez uso da Faixa Presidencial. Não seria incoerente estimar-se que para cada morte ocorrida nos trágicos acidentes do Eixão, pelo menos uma ou duas vidas foram salvas graças à Faixa Presidencial, que é livremente utilizada pelas ambulâncias de resgate, mesmo sob engarrafamento absoluto nas vias comuns.
Há repórteres do jornal Correio Brazilense pregando, inlcusive, a redução do limite de velocidade para 60 Km como solução para os problemas de transito e eventuais acidentes no Eixão, como se isso fizesse algum sentido. Ora, se os apressadinhos não têm paciência (nem educação) sequer para respeitar o limite de 80 Km/h, acreditar-se que estes mesmos, além de muitos outros menos apressadinhos, vão respeitar um limite de 60 km/h, seria uma ingenuidade infantil!
Na verdade, a imprudência, a ignorância e a desinformação são as grandes mazelas do trânsito de Brasília e do Brasil. E, infelizmente, para muitos motoristas, essa imprudência é tamanha que a mureta só seria uma solução se fosse construída na frente das suas garagens, impedindo definitivamente que saíssem às ruas.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Automóveis: Avaliação Comparativa - Obsolescência Programada.


Assim como qualquer bem durável, a aquisição de um automóvel para uso próprio requer uma boa avaliação das opções disponíveis no mercado, uma vez que na maioria dos casos trata-se de um investimento que consome as economias de vários anos. Portanto, na hora da compra não se pode ignorar os aspectos relacionados à qualidade e à durabilidade do produto.

Porém, há alguns desses aspectos que deveriam ser avaliadas, mas que não são divulgados, nem sequer são mencionados nos comerciais veiculados na mídia, pois revelam características técnicas essenciais inerentes ao produto que, em última análise, poderiam servir para desqualificá-lo. Entretanto, o desconhecimento desses aspectos pode levar o consumidor a interpretações equivocadas, conforme veremos a seguir.

A maioria dos fabricantes limita-se a anunciar os atributos explícitos do veículo; aqueles que são mais visíveis e palpáveis, tais como os recursos eletrônicos e controles informatizados, freios a disco com ABS, "air bags", etc, etc... 

Porém, esses itens estão presentes em praticamente todos os modelos luxo e médio-luxo, por isso não são parâmetros suficientes para permitir uma comparação e uma escolha bem fundamentadas.

Algumas montadoras anunciam também a potência do motor como um diferencial do seu produto. Porém, este é um dado que pode iludir mais do que orientar o consumidor, se não for avaliado simultaneamente ao peso do veículo, à capacidade de giro do motor (RPM) e, sobretudo, ao torque do sistema de transmissão (leiam AQUI).
Na verdade a potência efetiva (potência útil) de um veículo é sua a capacidade de acelerar e de retomar velocidades no menor intervalo de tempo. Este fator, vulgarmente chamado de desempenho, é resultado da combinação das três variáveis acima citadas: potência nominal do motor, capacidade de giro e torque (também conhecido como binário). Essa combinação trará maior ou menor resultado, conforme for o peso do carro (leiam AQUI).

Um simples exemplo prático mostra como a combinação dessas variáveis influenciam no desempenho final do veículo. Alguns tratores e caminhões fora de estrada são equipados com motores com fabulosos 800, 1.000 ou 2.000 CV de potência nominal, nem por isso conseguem atingir velocidade além de 30 Km/h, tampouco oferecem qualquer condição de segurança ou conforto numa pista de rolamento. Isto por que o torque do sistema de transmissão é baixo e o motor não é projetado para atingir altas rotações.

Voltando aos atributos dos automóveis que nunca são divulgados pela mídia, o mais importante deles é justamente o fator que determina a vida útil e o grau de confiabilidade do veículo, de seus componentes e de suas funcionalidades. Trata-se de um conceito da Engenharia denominado "Obsolescência Programada", também conhecida como "Obsolescência Planejada".

A aplicação desse conceito está presente em todas as fases de produção de qualquer projeto industrial, desde a concepção, desenvolvimento e elaboração desse projeto, passando por todas as etapas de fabricação, montagem e acabamento, comercialização e assistência técnica. É um fator determinante, inclusive na definição das políticas e estratégias de marketing e de gestão dos negócios da empresa.

Os parâmetros da Obsolescência Programada é que vão determinar se o produto será construído para funcionar plenamente por um, dez ou duzentos anos. E isso faz toda a diferença na hora de se definir quais os materiais e componentes serão utilizados, qual a tecnologia será aplicada, quais os equipamentos e processos de fabricação serão adotados e, sobretudo, quais os níveis de capacitação e de experiência profissional devem possuir os cientistas, engenheiros, técnicos e operários que trabalharão no projeto.

Adicione a isso o "know how" tecnológico acumulado e aperfeiçoado pela empresa ao longo dos anos e, então, terá elementos para avaliar, não só a qualidade de acabamento e a durabilidade do produto, mas também a segurança, o conforto e o desempenho

Essa é uma análise fundamental, especialmente em se tratando de automóveis, uma vez que uma poderosa indústria incipiente vem inundando o mercado com novas marcas e modelos a cada dois ou três meses.

Apenas para se ter uma idéia dos resultados da combinação desses parâmetros, cite-se, por exemplo, os casos dos automóveis Bentley, Rolls Royce (ou Phantom) que, sem dúvida, podem durar pelo menos 200 anos e rodar vários milhões de quilômetros, antes que alguma forração desencaixe, antes que alguma peça relaxe e solte ou que algum ruído comece a ser ouvido no painel. Tanto é que estes fabricantes prestam assistência técnica e garantem seus produtos "ad eternum".

O nível de qualidade obtido é resultado direto da utilização de materiais, recursos e conhecimentos muito especiais. Basta dizer que cada peça é fabricada e montada a mão e que o controle de qualidade ao longo de todas as etapas de produção tem como principais "ferramentas" o tato, a visão, o olfato e a audição de técnicos altamente especializados, além de equipamentos e recursos tecnológicos de ponta.

Da mesma forma, os modelos luxo e médio-luxo das marcas alemãs Audi, BMW e Mercedes Benz são fabricados utilizando-se de recursos materiais, tecnologia e mão de obra que lhes asseguram vida útil de vinte, trinta ou cinqüenta anos, dependendo do modelo. São projetos cuja obsolescência programada de longo prazo proporciona nítidas diferenças em relação a tantos outros modelos que "virtualmente" apresentam itens e componentes equivalentes.

Um caso típico pode servir como exemplo: Eu mantive um Audi A4 ano 1996 por cerca de 19 anos, tendo rodado por mais de quinhentos mil quilômetros sem que o mesmo sequer queimasse uma lanterna, desencaixasse qualquer item da forração, revestimento, carpetes ou lataria. Além disso, manteve toda a sua estrutura intacta e as partes mecânicas em pleno funcionamento, à exceção de algumas poucas peças substituídas dentro da normalidade.

Depois desse tempo, ao compará-lo com um veículo zero quilômetro de porte equivalente (médio-luxo), fiquei surpreso ao constatar que o antigo Audi produzia menor nível de ruído em pavimentos irregulares (tipo paralelepípedo), ainda oferecia maior estabilidade em situações adversas (curvas, pistas molhadas e frenagens), além de consumir menos combustível e apresentar maior desempenho nas acelerações e retomadas.

A esta categoria encabeçada pela Audi, BMW e Mercedes, além algumas raras exceções, podem ser acrescentados os modelos luxo produzidos no Japão pela Honda e Toyota, o Acura e o Lexus, cujos motores têm obsolescência programada para algo em torno de cinco milhões de quilômetros, apesar dos respectivos acabamentos deixarem a desejar.

De resto, as várias marcas e modelos que são comercializados atualmente em grande escala ao redor do mundo, presumivelmente não apresentam tempo de obsolescência programada acima de três ou quatro anos, salvo raras exceções. Isto pode ser deduzido com base no tempo que cada modelo permanece em linha de produção. Ou seja, quando um projeto tem sua produção encerrada pode-se supor, por razões econômicas e de mercado, que os primeiros lotes produzidos já exauriram sua vida útil. Em outras palavras, se saiu de linha é porque o produto já atingiu a obsolescência programada.

Esta prática é notória, especialmente em relação às marcas coreanas Kia e Hyundai, assim como as francesas Citroen, Renault e Peugeot, além de outras, cuja política de produto consiste no lançamento de vários modelos que se sucedem num curto espaço de tempo, sendo que os modelos antecessores são praticamente esquecidos muito rapidamente. Algumas chegam a oferecer garantia de até seis anos, porém restrita a câmbio e bloco do motor - itens que se desgastam mais tardiamente, assim como fazem as marcas chinesas que não têm nenhuma tradição de qualidade. Contudo, não vale o risco.
Portanto, antes de se decidir pela compra de uma marca/modelo de carro zero quilômetro, procure um veículo usado da mesma marca/modelo que tenha, pelo menos, três ou quatro anos de uso e avalie o estado geral desse usado. Ou seja, veja como será o seu carro amanhã.
Caso não existam exemplares daquele modelo com mais de três ou quatro anos de uso, significa que o novo modelo desejado, muito provavelmente sairá de linha de produção muito em breve, pois se trata de produto cuja obsolescência programada é curta. Certamente a montadora desse veículo é uma daquelas que promove lançamentos de vários e sucessivos modelos a cada ano e isso não é por acaso! Trata-se da política da empresa e de uma estratégia de produto consolidada! Nesse caso, melhor desistir, a menos que queira comprar pra vender um ano depois.

Se um veículo de marca/modelo igual ao desejado, com três ou quatro anos de uso apresentar desgastes prematuros da estrutura de acabamento (desencaixe de forrações, revestimentos, carpetes, latarias, ferrugem, etc.), além de componentes elétricos e eletrônicos com problemas ou motor fumegando, da mesma forma, desista!

Diante da crescente lista de opções alternativas no mercado brasileiro, as marcas tradicionais são as que vêm oferecendo modelos com melhores condições de competição, sobretudo por causa do citado "know how" tecnológico acumulado e aperfeiçoado ao longo dos anos. Neste ranking considere-se a Volkswagen, a Ford, a Fiat e a Chevrolet, apesar das muitas ocorrências de problemas com carros novos da Chevrolet e apesar da fragilidade do acabamento da Ford, além da Honda que se instalou no país mais recentemente, porém vem apresentando modelos com acabamento razoável.

Contudo, cabe ressaltar que as marcas recém lançadas por empresas novatas, especialmente as asiáticas, além das francesas citadas, cujas campanhas publicitárias jogam pesado na tentativa de seduzir o cliente com um extenso varejo de componentes eletrônicos e com a idéia da novidade inédita a cada três ou seis meses, não são boas opções para quem pretende manter o carro por dois anos ou mais. Nestes casos, o risco de prejuízo é grande, especialmente se a aquisição pretendida for por meio de financiamento de longo prazo, pois o produto pode acabar antes das prestações.

Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas,.

Contribuíram:
Christiano Rodopoulos e Arthur Phillipe.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Objetos Voadores Não Identificados - Minha Experiência


O ser humano é predisposto a duvidar de tudo o que não seja tangível e, sobretudo, de tudo aquilo que não conhece e não pode avaliar. É um comportamento natural: nega-se tudo até que uma experiência nova provoque a reflexão.
Assim, eu não tenho a menor dúvida de que o conhecimento é infindável e que a ciência ainda rasteja em relação ao Universo - talvez ainda estejamos na idade da pedra.
Tal convicção decorre de uma experiência totalmente inusitada que me perturba desde os nove anos de idade e que até hoje desafia todos os meus conceitos e ainda confunde a minha lógica diante de quaisquer referenciais teóricos. Embora a minha formação em Engenharia Mecânico e Engenharia Industrial tenham me proporcionado um relativo conhecimento dos conceitos e princípios da física, aquilo que vi não encontra fundamento técnico-científico que o explique.
Diferentemente da grande maioria de experiências de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados, nas quais os protagonistas descrevem a visão de meras luzes estranhas no céu, eu vi uma nave metálica no ar, concreta e nítida, a curta distância, com características extraordinárias e realizando performances absolutamente impossíveis e inimagináveis.


Por isso, ao longo de mais de quarenta anos essa experiência vem me intrigando, pois eu sei que há algo inexplicado e tecnicamente considerado absurdo que, embora seja negado pela ciência e até ridicularizado pelos meios de comunicação, eu vi e sei que existe!...
No que diz respeito á necessária investigação desse tipo de fenômeno, o que mais atrapalha é justamente a comunidade científica com seus conceitos moldados para admitir apenas aquilo que é compreendido e negar o resto. Por sorte ainda restam alguns raros iluminados que são abertos à discussão e que buscam meios para investigar e explicar novos fenômenos.

O próprio Albert Einstein, por exemplo, acreditava que a comprovação e compreensão plena da Teoria da Relatividade Geral (TRG), infelizmente ainda não decifrada integralmente, poderia trazer novas revelações e propiciar o domínio de novos princípios da física, que seriam capazes de demonstrar a existência de outros planos físicos no Universo, além de revelar meios para que o homem pudesse transitar entre esses planos. Afinal, de acordo com a própria TRG, o espaço e o tempo são meros conceitos que se confundem em circunstâncias específicas. Por isso, as distâncias de milhões de Anos-Luz não seriam esse obstáculo impeditivo que os teóricos atuais da física alegam ser intransponíveis.
Einstein comprovou a existência daquilo que ele chamou de antimatéria, deduzindo que a sua massa poderia ser maior que a massa total de matéria contida em todo o universo visível. Por causa dessas deduções, foi chamado de louco obcecado pela comunidade científica da época. Mas atualmente, com as novas revelações do telescópio Hubble os modernos cientistas comprovaram que a antimatéria é uma realidade! Chamaram-na de matéria escura e estimaram que a sua massa constitui pelo menos da 75% de toda a massa do Universo. Portanto, Einstein estava certo!
Na mesma linha das especulações de Einstein, admite-se hoje que esta matéria escura possivelmente se constitua num outro plano do Universo que compartilha o mesmo espaço físico do nosso universo visível, sem interferir e sem chocar um com o outro. Ou seja, há outros universos aqui mesmo, intercalados nesse espaço que cada um de nós está ocupando agora. Isto significa que o Universo Paralelo está se tornando cientificamente comprovável.

Contradições da Arqueologia.

Desde 2010 acompanho a série "Semana do Desconhecido", levada ao ar pelo Discovery Channel (THC). Estes documentários, produzidos por um grupo de cientistas "não alienados" contestam, de forma contundente e objetiva, muitos dos conceitos da arqueologia convencional.
Por exemplo, os arqueólogos tradicionais insistem que construções megalíticas como as Pirâmide do Egito, Machu Picchu, Stonehenge, Tiwanaku, Puma Punku, dentre outras, foram construídas por civilizações da idade da pedra, com finalidades absolutamente banais, como para marcar uma certa data do ano (ou seja, meros calendários de um dia só) ou, ainda, para identificar o dia do solstício de verão (o dia mais longo do ano).

Ora, nas latitudes habitáveis do planeta a diferença de duração entre o dia do solstício e o dia anterior (ou o dia posterior) é de fração de segundos. Portanto, sem o uso de um cronógrafo de precisão não dá pra identificar esse dia> Na idade da pedra lascada não era possível identificar esse dia. E mesmo se fosse, para quê isso seria útil?
Justificaria o emprego de toda a força de trabalho de uma civilização inteira, ao longo de décadas ou séculos, dedicada exclusivamente à construção desses gigantescos monumentos, exclusivamente para para marcar esse dia? Para quê? Liturgia religiosa? Eu não creio em tamanho despropósito!
Quando leio coisas desse tipo, chego a me sentir tratado como idiota, dada a inconsistência e a falta de lógica com que se tenta sustentar tais teorias. Como diz o cientista Giorgio A. Tsoukalos, entrevistado na série de programas do THC, esses arqueólogos fecham os olhos (ou omitem) fatos tão óbvios que chegam a ser ridículos.
Veja algumas contradições e inconsistências mostradas nessa série do THC:
1.      O formato do crânio e do corpo do faraó Akhenaton, assim como seu filho Tutancâmon, são totalmente diferentes do corpo humano normal. Além disso, a história egípcia registra que Akhenaton veio dos céus, trazido por deuses em uma esfera de fogo. Ainda assim a arqueologia convencional insiste que não há evidências de anormalidade em relação a esses dois personagens da história. No entanto, as respectivas múmias (Clique e veja) comprovam materialmente as estranhas características! Na verdade são muito similares aos seres da estrelas cujos crânios são encontrados no Peru (Veja mais AQUI). No entanto, a maioria dos cientistas atuais atribuem o formatos dessas cabeças alongadas a procedimentos médicos (?) da época, especulando que se tratavam de resultados de cirurgias de trepanação destinadas à cura de enxaqueca ou, ainda, a procedimentos destinados a ampliar a capacidade cerebral das pessoas por meio do desalinhamento da glândula pineal. Ora, isso não faria sentido nem nos dias atuais, tampouco há onze ou doze mil anos atrás, em plena idade da pedra lascada! Por isso, mesmo sendo leigo em medicina, me sinto ofendido diante de abstrações tão ridículas.
2.    Segundo especialistas entrevistados naquele programa, a maioria das construções como Tiwanaku, Puma Punku, Ollantaytaymbo, Machu Picchu (Clique e veja), situados no Peru e Bolívia, assim como as cidades e monumentos egípcios, indianos e muitos outros, seriam impossíveis de serem construídas, até mesmo nos dias atuais, devido às suas dimensões, à tecnologia necessária e, sobretudo, à precisão dos cortes nas pedras. Portanto, se mesmo dispondo das atuais ferramentas elétricas e eletrônicas de alta precisão e potências fenomenais não se conseguiria realizar aquelas obras, como poderiam tê-las feito batendo pedra bruta com pedra bruta? Me desculpem os crédulos, mas isso também é ridículo!
Outro fato intrigante é que em vários desses sítios arqueológicos há materiais datados com idades entre 10.000 e 17.000 anos. Por essa razão, especula-seque as conhecidas civilizações que habitaram esses sítios entre 1.000 e 4.000 anos atrás, teriam sido meros ocupantes e sequer participaram das construções.
3.     A arqueologia convencional demonstra por meio de datação de materiais e por registros históricos que a grande pirâmide do Egito foi construída em 22 anos. Esse prazo tem relação com o reinado de Qeóps, seu idealizador e construtor, que reinou por 22 anos, tendo morrido com cerca de 25. Contudo, não é necessário ser um Engenheiro de Produção para se constatar, com base na população egípcia da época, que cada bloco de pedra teria que ser extraído, transportado, talhado, polido, assentado e encaixado em 9 (nove) segundos, conforme calculam os cientistas consultores do History Channel! Portanto, também essa tese defendida pela arqueologia é tecnicamente improvável!
4.     Da mesma forma, para o caso de Machu Picchu eu tenho os cálculos que comprovam a absoluta impossibilidade de haver sido construída pela população local. Ali é ainda mais simples, pois os recursos de terra fértil, água e espaço disponíveis na montanha não comportavam mais que 1.000 (mil) pessoas residentes. Segundo registros históricos, o imperador Pachacuti, idealizador do projeto, governou por 33 anos. Mas, mesmo se considerássemos a participação total das populações, inclusive de regiões vizinhas, levando em conta que os trabalhadores da construção, além de extrair pedra, transportar, talhar, polir, assentar e encaixar, ainda se alimentavam, preparavam rolos de madeira para o transporte, dormiam, e se vestiam, essa obra seria absolutamente impossível com esse contingente! Portanto, não há fundamento de Engenharia de Produção que sustente a tese tradicional.
Assim, por meio de simples constatações e avaliações pragmáticas, é possível se supor que essas teorias, assim como dezenas ou centenas de outras, sejam fruto de especulações impróprias e impensadas.

Por isso, devido à minha experiência de avistamento de OVNI e às tantas inconsistências verificadas nas teorias arqueológicas convencionais, eu tenho convicções muito peculiares em relação a existência de civilizações inteligentes de outros planos físicos ou extra terrestres.

Objetos Voadores Não Identificados (OVNI)

Em relação aos avistamentos e contatos com OVNI, apesar de acreditar que pelo menos 80% dos casos sejam mera especulação, fantasia, delírio, fatos duvidosos, suspeitos ou obscuros de toda natureza, há outros 20% que são a mais absoluta verdade e que permanecem totalmente inexplicados.
No meu caso específico, ao contrário da grande maioria, eu não vi apenas luzes estranhas no céu, tampouco um objeto indefinido ou de visibilidade duvidosa. Vi um aparelho metálico em formato de disco, pairando e voando no ar, que emitia uma luz própria de cor rosa-alaranjada de uma beleza espetacular - sem paralelo - muito parecido com esta ilustração (Clique e veja)!...
O aparelho apareceu se movendo bem devagar e parou por alguns segundos a uma distância de uns 50 ou 60 metros da janela onde nos encontrávamos, eu e alguns irmãos. Em seguida começou a se deslocar lentamente e, em seguida, numa fração de tempo que eu estimo entre 1 e 2 segundos, acelerou de forma espantosa, atingindo uma velocidade inimaginável, sem emitir qualquer ruído, dobrando por sobre a serra que fica a uns 5 km de distância do local e desaparecendo no céu.
Depois dessa experiência, quando eu tinha cerca de nove anos de idade, como dito acima, jamais me esqueci daquela visão espetacular e, também, nunca deixei de buscar explicações para o fenômeno. Algum tempo depois me deparei com a imagem de um aparelho semelhante na capa da revista O Cruzeiro, dizendo se tratar de naves extra terrestres e isso, obviamente, me deixou ainda mais impressionado e intrigado.

Aceleração Impossível

Após adquirir alguns conhecimentos básicos de física na faculdade de Engenharia, me convenci plenamente de que aquele aparelho não obedece muitos dos princípios da física conhecida pelo homem. Especialmente por causa daquela "arrancada" silenciosa que ultrapassou 5 km de distância em menos de 2 segundos! Isso corresponde a uma aceleração de 8.000 km/h a cada segundo, atingindo velocidade entre 12.000 e 18.000 km/hora instantaneamente. Veja o cálculo:
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Velocidade = Espaço / Tempo => V = 5 km/1,5 seg (= 1,5/3600 h)
V = 12.000 Km/h
Aceleração = (V2 - V1) / T => A = 12.000 km/h / 1,5 seg => A = 8.000 km/h/seg
* O tempo de 1,5 seg é estimativo, com base no registro de memória.
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Isso é algo inimaginável e, de acordo com os princípios da física, é tecnicamente impossível pois, em tese, bastaria a metade dessa aceleração para que qualquer objeto se desintegrasse e, possivelmente, se transformasse em plasma, devido ao esforço colossal a que seria submetido, mesmo que esse objeto fosse algo maciço, constituído de liga de tungstênio, que é o metal de maior resitência conhecido pelo homem.

Para melhor entender o efeito devastador dessa aceleração súbita, basta saber que o esforço sofrido por um objeto sob aceleração positiva (crescente) é exatamente o mesmo sofrido sob desaceleração (aceleração negativa ou decrescente). Assim, aquela aceleração brusca (de zero a 18.000 km/hora em menos de dois segundos), mal comparando, seria como uma trombada de algo que se movesse a 18.000 km/h contra um anteparo estático. Isto é 20.000 vezes mais violento que que o mais dramático impacto de um jato contra uma montanha. É uma escala de dimensões que extrapolam nossa capacidade de imaginação.

Veja também uma impressionante coletânea de noticiários sobre OVNI's Clicando AQUI.

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Justiça sendo feita [Leonardo Bandarra].

Ontem o Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP, pela primeira vez em sua história, aplicou pena de demissão ao ex-Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra. Essa figurinha, já carimbada nos meios políticos de Brasília, foi o chefe do grupo de Promotores de Justiça que, em 2006, arquitetou um nefasto conluio com o pré candidato a governador, José Arruda, cujo propósito prioritário era desqualificar seu concorrente, o Governador Joaquim Roriz, abrindo espaço para a eleição de Arruda e, assim, lograrem (ou se aproriarem) do fabuloso orçamento do Distrito Federal.
 
Como forma de atingir os objetivos do candidato Arruda e, por decorrência, seus prórios interesses, em outubro de 2006 esse ex-chefe dos promotores, senhor Bandarra e seus asseclas produziram uma espalhafatosa campanha fajuta, levando à prisão e expondo à total execração pública várias pessoas inocentes, inclusive parentes meus, simplesmente porque identificaram vínculos destes com o Governador Roriz. Contudo, hoje não resta dúvidas de que essa operação, que à época foi chamada pela sociedade de "ação pirotécnica da Polícia Federal", dada à exposição dos acusados na mídia, tinha o mero propósito de desqualificar Roriz e todos os que tivessem alguma relação com o mesmo.
 
Entretanto, a verdadeira identidade de cada personagem nessa história vem, aos poucos, sendo revelada, pois vejam:
  • Em relação aos denunciados por Bandarra e sua trupe em 2006, a despeito de todos os esforços investigativos, até o presente momento nenhum ilícito foi configurado, ou seja, nada foi provado;
  • Já o senhor José Arruda, após ter atingido seu intento e ter sido empossado no Governo do Distrito Federal, foi retirado preso do Palácio do Buriti e conduzido diretamente para a carceragem da Polícia Federal, tendo o seu mandato caçado. Isto porque ficou comprovado que o mesmo chefiava poderosa organização criminosa, envolvida em diversos crimes, como formação quadrilha, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitação, crime eleitoral (Veja AQUI);
  • Quanto ao senhor Bandarra, este foi acusado pela própria organização a que pertence e delatado pelos próprios comparsas, tendo sido condenado em Procedimento Administrativo Disciplinar e, agora, conforme noticiamos acima, acaba de ter sua demissão decretada pelo CNMP, restando ainda ao mesmo responder judicialmente pelos crimes de formação de quadrilha, violação de sigilo profissional, e concussão (Veja AQUI). Isto é mais do que suficiente para que, no uso de nosso mineirês, qualifiquemos tal personagem como corrputo, ladrão, além de picareta safado! No entanto, é essa a autoridade que vitimou vários pais de família e trabalhadores inocentes, expondo-os à execração pública em 2006. 
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Morte de Osama Bin Laden ou Lançamento da Campanha à Reeleição de Obama?


Qualquer mentira reiterada insistentemente pode se transformar em verdade, exceto se for relacionada com a morte de alguém!... Neste caso tem que haver a prova material: o cadáver identificado.

O simples fato de Fulano anunciar que matou Sicrano (independente de Fulano ser presidente, juiz ou rei), não é suficiente para deflagrar qualquer procedimento "post mortem", ou seja, a rigor, não haverá Atestado de Óbito, nem inventário, nem a alteração da situação civil de familiares e cônjuges, nada!.. Simplesmente porque ainda não se admite a suposta morte.

Este é um princípio originário do direito (motivo pelo qual está acima das leis de qualquer país), segundo o qual não se reconhece a morte de uma pessoa sem a prova material essencial, qual seja, o corpo identificado. Em outras palavras, uma pessoa só pode ser dada como morta se (e somente se) o corpo é encontrado e identificado. Portanto, até que isto aconteça, não há qualquer indicativo de que Bin Laden tenha sido morto naquela operação e, por isso, ele só pode ser qualificado como desaparecido (aliás, como sempre foi nos últimos dez anos).

Muito embora, neste caso em questão, por razões óbvias, um atestado de óbito deverá aparecer, forjando uma situação de fato, a desepeito da legalidade ou de qualquer pressuposto lógico, social ou religioso.


No entanto, se forem considerados os fatos propriamente ditos, a propalada morte de Bin Laden não passa de conjectura, pelo menos por enquanto, pois:
a.   Não há conhecimento da existência de um cadáver identificado;
b.   Não há elementos elucidativos, sequer fotos do suposto morto;
c.   As fotos apresentadas até agora são de outras pessoas e não servem como prova Veja AQUI.

Além disso, alguns dos elementos apresentados na tentativa de se constituir provas são confusos e não preservam coerência com os fatos, enquanto outros são ineptos (referem-se a absurdos ou tolices)! Vejam:
a.   Nos quatro primeiros dias as fontes oficiais de notícias apresentaram 04 (quatro) versões diferentes, ao explicar detalhes da operação:
1º.        Bin Laden teria reagido, com a participação de cerca de 20 (vinte) homens que se encontravam na casa, e teria havido intenso tiroteio;
2º.       Bin Laden encontrava-se apenas na companhia de familiares e alguns homens, que tentaram reagir e foram mortos;
3º.       Apenas uma das esposas de Bin Laden reagiu e foi atingida por um tiro na perna. Segundo esta versão, Bin Laden estaria desarmado;
4º.       Todos na casa estavam desarmados e foram executados (conforme algumas fontes).
b.   Segundo especialistas o exame de DNA não permite resultados conclusivos em menos de 12 horas (Veja AQUI). Portanto, o suposto exame anunciado, além de não revelar qual o parente foi usado para comparação, não poderia ter sido realizado no prazo de duas horas;
c.    A razão alegada para o suposto sepultamento no mar é fantasiosa. Especialistas afirmam que, além de não ser este um procedimento pertinente aos rituais islâmicos, não se constitui em ato de respeito à religião. Ao contrário, pode ser entendido como desonra (Veja AQUI).
d.    Se o sepultamento no mar foi em respeito ao Islã, conforme alegado, porque deixaram para trás outros supostos companheiros de Bin Laden, que teriam sido mortos na tal casa, na mesma ocasião?
e.    Porque se dispensou tratamento tão diferente a Saddam Hussein, igualmente muçulmano e igualmente rotulado como o inimigo número 1 dos EUA que, ainda assim, foi filmado e fotografado em todos os momentos e exposto como troféu, além de ter sido julgado e condenado (em tese) e sepultado? (Vejam AQUI,  AQUI e AQUI)
f.     Quando algumas agências exigiram imagens, começou a circular pela Internet a montagem abaixo, construída a partir de uma foto de Bin Laden e outra pessoa morta que, inclusive, já circulava há alguns anos:


g.    Diversos anúncios antigos especularam sobre a morte de Bin Laden. Mas dentre estes, destaca-se um que noticiou que o mesmo teria morrido em agosto de 2006, no Paquistão, por ter contraído tifo (Veja AQUI).
Além disso, as circunstâncias nas quais esta notícia "bombou" na mídia são, no mínimo, inusitadas: Primeiro, o Presidente Obama postou uma mensagem no Twitter, às 11:35 da noite de domingo (01/05/2011). Como ele tem milhões de seguidores nesta rede, instantaneamente a notícia ganhou o mundo e, só depois, foi anunciada por meio das mídias convencionais.
Ora, é notório e foi amplamente divulgado, seis dias antes, o lançamento da campanha de Obama à reeleição. Campanha esta que, se mantidos os seus níveis de popularidade e a situação econômica do país, constituir-se-ia fatalmente em derrota.

Portanto, a perdurarem-se as atuais circunstâncias, todo este alarde não passa de uma sórdida e grotesca campanha política... 

terça-feira, 22 de março de 2011

Lendas e Pulhas Virtuais (hoax): Três Músicas e Suas Histórias.

1) Sobre a música "Gostava tanto de você", de Edson Trindade: 
Esta música foi escrita realmente por Edson Trindade, só que no final dos anos 50 e início dos anos 60, quando ele tocava numa banda chamada The Snakes, da qual faziam parte também Erasmo Carlos (então conhecido como Erasmo Esteves), Tim Maia, Arlênio e José Roberto (o China). Todos nessa época tinham entre 16 e 19 anos, solteiros e nenhum tinha filho. Numa dessas fossas de adolescente, o Edson Trindade decidiu sair da banda, ameaçando até se suicidar por causa do fim do namoro com uma moça chamada Meire. Por causa desse fato, até hoje quando eles se encontram pra falar daqueles velhos tempos, referem-se à essa Meire como "a Yoko Ono dos Snakes".
Porém, alguns semanas depois ele reapareceu pra ensaiar, trazendo no bolso a música recém escrita, todo eufórico, explicando que tinha feito a música quando a Meire terminou o namoro com ele, mas que agora tinham voltado e, por isso, queria ensaiar a música com a banda. Tim Maia ensaiou e gostou da música, que foi sucesso seu por vários anos.
Portanto, o boato segundo o qual esta música teria sido escrita por causa de uma filha falecida em acidente, não é verdade.



A propósito e por curiosidade, estes fatos fazem parte do livro "Minha Fama de Mau" de Erasmo Carlos, que traz ainda muitos outros detalhes biográficos interessantes.
Lá pelos idos de 1956/57, antes da banda Snakes este mesmo grupo formava  a banda Sputinik, composta mais ou menos pelos mesmo membros, incluindo Roberto Carlos e Wilson Simonal, mas não chegaram a fazer sucesso. Nessa fase, o Erasmo, por exemplo, sequer sabia tocar violão ainda.
Depois criaram os Snakes e o sucesso deslanchou logo em seguida, graças ao apoio de Carlos Imperial e ao talento do Roberto Carlos, que tocava violão e cantava tudo quanto era estilo de música. Porém, no início dos anos 60 os Snakes foram contratados pra acompanhar o famoso  Cauby Peixoto. Com isso, Roberto Carlos formou outra banda, levando Tim Maia, com a qual começou a abrir espaço pra se apresentar em emissoras de rádio e boates chiques do Rio de Janeiro, tornando-se conhecido no meio artístico.

Em 1965 Roberto Carlos participou de um programa na TV Record, de São Paulo, que agradou bastante aos produtores e executivos da emissora. Por um golpe do destino, o que seria apenas uma apresentação isolada acabou se transformando num dos maiores fenômenos da música brasileira! Naquela mesma ocasião a TV Record perdera a concessão para transmitir jogos do campeonato brasileiro e, como forma de preencher o tempo ocioso, convidaram Roberto Carlos para ser apresentador de um novo programa que deveria ir ao ar nas tardes de domingo, chamado Jovem Guarda. No dia 22 de agosto  de 1965, juntamente com alguns de seus antigos amigos do Rio de Janeiro, Roberto Carlos inaugurou o primeiro programa de uma série que mudou para sempre a cultura e a música brasileira.



2) Sobre a música "Flor de Liz" de Djavan: 
Esta música não teve como motivação a suposta morte de uma filha do autor, conforme se propaga por meio dos boatos virtuais. O próprio cantor já desmentiu este fato em seu site (http://www.djavan.com.br). Na verdade a letra sequer insinua algo nessa linha. Fala tão somente do fim de um relacionamento amoroso um tanto quanto errático, além de aludir uma suposta infertilidade da amada (vejam abaixo).
Djavan Caetano Viana teve três filhos do seu primeiro casamento, os cantores Flavia Virgínia, 38, e Max Viana, 37, além do músico João Viana, 34. Do segundo casamento com Rafaella Brunini, proprietária da chocolateria Envidia (www.envidia.com.br), teve Sofia, 8, e Inácio, 4 anos. 


FLOR DE LIS:
"Valei-me Deus! É o fim do nosso amor. Perdoa por favor

Eu sei que o erro aconteceu, mas não sei o que fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei?
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei...
Será, talvez que minha ilusão foi dar meu coração
com toda força pra essa moça me fazer feliz
E o destino não quis me ver como raiz de uma flor de lis.
E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira...
Morto na beleza fria de Maria!
E o meu jardim da vida ressecou, morreu.
Do pé que brotou Maria, nem margarida nasceu."


3)  Sobre a música "O Mundo é um Moinho", de Cartola:

A mesma foi escrita por Cartola quando sua afilhada (criada como filha adotiva), Creuza Franscisca dos Santos, conhecida como Creuza Cartola, tinha entre 15 e 16 anos. Ao contrário do que dizem as pulhas divulgadas pela Internet, não há qualquer fundamento em relação ao suposto envovimento de Creuza Cartola com prostituição. A letra da música apenas manifesta preocupações comuns a qualquer pai que tem uma filha entrando na adolescência. Estas preocupações são agravadas pelo fato de que Creuza pretendia seguir carreira artística e isto, em plena década de 1930, era suficiente para que qualquer adolescente fosse alvo de preconceito; era quase quase que uma excomunhão social sumária!

Clique e Leia Mais Sobre o Assunto:

1) Matéria Geral sobre Hoax (de Márcio Almeida)
2) Blog da Jornalista Valéria Amoris
3) Alertas e Orientação do Site Quatro Cantos.



terça-feira, 1 de março de 2011

Presidenta ou Presidente?

Embora não forneçam muitos detalhes sobre a semântica da palavra, a maioria dos dicionários brasileiros admitem a forma "presidenta", assim como admitem tantas outras palavras cuja cacofonia as fez cair em desuso (p. ex. pinicão, tropicão, sobaco, etc...).

Porém, vale registrar que em Portugal a forma "presidenta" é usada como meio de atribuir caráter pejorativo à pessoa destinatária do tratamento. É comumente usado, por exemplo, para qualificar a mulher que quer ostentar o título sem o merecer ou sem dispor das prerrogativas; também pode ser usado para a esposa do presidente, porém sempre preservando o cunho pejorativo.Abaixo, alguns argumentos interessantes em relação à polêmica do uso do tratamento "presidenta", conforme insiste a Exma. Senhora Presidente da República:



SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA "PRESIDENTA" DILMA

Fonte: Blog Dama do Lago.


Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e despachos de Dilma Rousseff.


As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras (maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.


Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada de Presidenta. E ponto final.


Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este assunto e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina, intitulado Olha "a" “Vernácula” !

Vejam:


No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.


Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante…


Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.


Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.


Se diz capela-ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”. Um bom exemplo seria:

“A presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta pensando ser eleganta por ser agora a representanta. Esperamos vê-la sorridenta, numa capela - ardenta, pois esta dirigenta, em atitude barbarizanta, não tem o direito de violentar o português, só para ficar contenta.”
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Luiz Sérgio Samico Maciel


Diretor de Ensino - Campus Belém – IFPA