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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Arroz com feijão

Depois de resistir por vários anos (por absoluta falta de informação), hoje sou adepto incondicional dos conceitos de nutrologia conhecidos como Low Carb, High Fat, Dieta Paleolítica ou, mais objetivamente, Comida de Verdade, difundidos pelos meus gurus especialistas, Dr. José Carlos Souto e Dr. Erik Neves.

Esses conceitos propõem um aumento proporcional do consumo de gorduras e proteínas (carne, ovos, leites e derivados), com a redução do consumo de carboidratos (alimentos de origem vegetal).

Todavia, os carboidratos são nutrientes essenciais à nossa sobrevivência, por isso devemos consumi-los, porém de forma moderada e, sobretudo, seletiva. E não há melhor seleção do que a nossa brasileiríssima, deliciosa e desejada dupla, Feijão com Arroz.

São cereais de alto valor nutritivo e baixo custo, não contém glúten, de fácil culinária e fácil digestão, combinam com quase tudo e possibilitam receitas e pratos deliciosos pra todos os gostos.

Além disso, são menos suscetíveis à contaminação por agrotóxicos, uma vez que, durante a aplicação de venenos na agricultura, os grãos são protegidos pela vagem, no caso do feijão, e pela casca, no caso do arroz.

O teor glicêmico relativamente baixo (máximo de 28% de carboidrato no arroz e 14% no feijão), não os classificam entre os alimentos mais calóricos, razão pela qual, não engordam, se consumidos dentro dos limites razoáveis, sem grandes exageros.

Por tudo isso e pelas suas excelentes qualidades nutricionais, eu jamais troco o meu querido e delicioso feijão com arroz por verduras e legumes envenenados por agrotóxicos, tampouco pelos cereais europeus com suas altas concentrações de glúten, nem pelos propalados cereais dos Andes, como o Amaranto, Quinoa, Chia e Linhaça, que são muito caros, não têm sabor nenhum e, ainda, têm sido causa de altos índices de reações alérgicas. 

O Arroz

Ao longo de pelo menos 4. 500 anos, o arroz tem sido o principal alimento de cerca de 60% da população do planeta, especialmente nos países onde se registram os maiores índices de longevidade e menores índices de obesidade, como China, Japão, Tibet e Índia.

Isso não é mero acaso! O arroz fornece carboidratos de rápida absorção na proporção ideal, diversos minerais em variadas concentrações, como zinco, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, selênio, cobre e manganês, além de todas vitaminas do complexo B, vitamina A e vitamina E e fitoquímicos, que são antioxidantes e preservam a estrutura celular.

Além disso, é rico em Metionina, um aminoácido (proteína) essencial, daqueles que o corpo não produz, ou seja, que precisamos ingerir, e que é muito importante em inúmeras funções metabólicas, dentre elas a síntese proteica, que ajuda na formação, preservação e recuperação muscular.

O Feijão

Além do carboidrato de rápida absorção, o feijão contém a maior concentração de proteínas dentre todos os cereais consumidos pelo ser humano, podendo chegar a 22% de proteínas essenciais, com destaque para a Lisina, que é muito importante na formação do tecido muscular, na preservação do sistema imunológico e na proteção do organismo contra infecções. 

Concentra até 73% dos minerais essenciais à saúde humana, tais como manganês, cálcio, magnésio, potássio, zinco, molibdênio, além de alta concentração de ferro, que previne e cura a anemia e melhora a eficiência do sistema cardiovascular e a metabolização de oxigênio nas células. 

As diversas vitaminas presentes no feijão são essenciais ao funcionamento e à saúde do corpo. Além da vitamina E, que é antioxidante e estimula o sistema imunológico, ainda contém toda a gama de vitaminas do complexo B, que também são antioxidantes e neutralizam os radicais livres, ajudam as células a transformarem a glicose em energia e propiciam o bom funcionamento do cérebro e do sistema nervoso.

Leia mais Aqui:  
  1. O que são Vitaminas e Minerais
  2. Colesterol - Mitos e Verdades
  3. A Vitamina D3 e sua importância
  4. O que é Diet, Light, Fibra e Caloria
  5. Alimentação Saudável
    A correção dos conceitos
  6. Benefícios da Pimenta Malagueta 
  7. Nutrição e dietas: Dicas 
  8. Orientação dietética errada causou epidemia de obesidade, doenças cardíacas e diabetes 
  9. A farsa da intolerância à lactose

* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M∴.

Referências bibliográficas:



domingo, 18 de outubro de 2015

A farsa da intolerância à Lactose.


1.   Leite: o alimento mais completo e saudável que existe.
2. Lactose não faz mal: A propalada intolerância à Lactose é um mito que usa como pretexto uma interpretação equivocada do processo digestivo.
3.   A indústria quer a Lactose e paga muito caro por ela.

Entenda o porquê.
Leite é o alimento mais completo e mais saudável
Por essa razão, é o único alimento capaz de nutrir, proteger e propiciar o desenvolvimento e o crescimento plenos do mais frágil e mais vulnerável de todos os indivíduos, o recém nascido, sem nenhuma necessidade de suplementação.
A humanidade se alimenta do leite de animais domesticados há pelo menos vinte e sete mil anos. Não é à toa que, segundo a Escritura Sagrada, Deus prometeu ao seu povo "uma terra que mana leite e mel" (Êxodo, 3.8)! Estes dois alimentos contém os açúcares mais preciosos e mais nutritivos que a natureza pode nos oferecer, conforme veremos a seguir.  
Além disso, leite é o único alimento que:

1. Contém, simultaneamente, 16 nutrientes importantes e necessários ao ser humano;
2.   Fornece todos os 10 (dez) aminoácidos essenciais ao ser humano;
3.   Inibe uma vasta gama de doenças pela atividade metabólica das bactérias ácido-láticas, que controlam a proliferação de bactérias intestinais nocivas (Estudo do microbiologista russo Eli Metchnikoff);
4.   Assegura o equilíbrio da flora e fauna intestinal, devido à ação dos microrganismos probióticos vivos contidos no leite, os quais fortalecem e melhoram as propriedades da microbiota nativa (GOLDIN, 1998; SHAH,2001);
5.   Regula as funções fisiológicas do trato intestinal humano pela ação de bacilos de diversos gêneros, especialmente o Bifidobacterium e o Lactobacillus.
Obs.: Os probióticos (bactérias, bacilos e microrganismos em geral) são componentes alimentícios não digestíveis que beneficiam o ser humano por meio da estimulação seletiva do crescimento e atividade de uma ou várias bactérias do cólon, as quais têm o potencial de melhorar a saúde (GOLDIN, 1998; SHAH, 2001). Ressalte-se que o leite pasteurizado perde muito dessa propriedade.
6.   Contém Lactose, seu principal nutriente que, além de ser um carboidrato de altíssimo valor nutricional, praticamente não engorda, uma vez que a sua absorção e a consequente conversão em gordura corporal equivale a menos da metade da sacarose (açúcar comum) e a doçura equivale a 1/3 desta.
(http://www.insumos.com.br/aditivos_e_ingredientes/materias).

Lactose não faz mal.
Depois de uma exaustiva busca na literatura de referência e da consulta de mais de uma centena de páginas especializadas na Internet, verifiquei que pelo menos 95% dos autores condenam a Lactose com base em duas premissas que não se sustentam e não fazem nenhum sentido.
Copiando uns dos outros, todos alegam que o ser humano é o único animal que bebe leite depois de adulto e que bebe leite de outro animal.
Ora, o ser humano é único em praticamente todos os seus hábitos. Nenhuma conduta humana tem origem em modelos copiados de outros animais. Ao contrário de todos os seres vivos, nós somos onívoros que não só produzimos nossos próprios alimentos, como também criamos nossos próprios animais para o abate. Portanto, não faz sentido propor que não devemos beber leite depois de adulto porque a vaca não bebe! Vaca é vaca, gente é gente e somos bem diferentes em tudo!
Na literatura disponível não há razão para se temer a Lactose! Trata-se de um açúcar (dissacarídeo) de altíssimo valor nutricional, composto de moléculas de glicose e galactose, de sabor extremamente agradável!
É encontrado exclusivamente no leite, em proporções que variam de 2% a 9%. Em média, leite de vaca, de cabra ou de ovelhas contém entre 5% e 7%, enquanto o leite humano, o de maior teor, contém entre 7% e 9% de lactose.
Assim sendo, caso uma criança apresentasse intolerância congênita à lactose, a mesma seria acometida de graves sintomas logo ao nascer, quando recebesse os primeiros aleitamentos no peito da mãe, o que poderia leva-la a óbito nos primeiros dias de vida, se não fosse diagnosticado de imediato.
Cabe esclarecer que intolerâncias alimentares apresentam como sintoma fortes reações de inchaço e diarreias que, se não tratadas a tempo, podem levar até mesmo adultos a sérias consequências em questão de horas, podendo ir a óbito muito rapidamente. No entanto, as crianças que, via de regra, têm sido diagnosticadas como intolerantes à lactose, não têm chegado ao médico com sintomas tão graves. Por essa razão, é procedente suspeitar-se de diagnósticos precipitados de intolerância à Lactose. Sobretudo porque, se a criança sobreviveu depois de se alimentar do leite da mãe, é improvável que seja intolerante à lactose.

Porquê os médicos diagnosticam intolerância à lactose?
De alguns anos para cá percebe-se uma avalanche de diagnósticos de intolerância à Lactose, em proporções epidemiológicas! O que será que aconteceu? Com base em quê esse fenômeno se sustenta?
Na verdade, não houve nenhuma incidência epidemiológica e as pessoas não mudaram em nada a sua capacidade de digerir o leite ou a Lactose, como vamos entender mais adiante.
Antes, porém, cabe esclarecer que a Lactose é digerida por uma enzima existente no intestino humano chamada Lactase. Porém, na medida em que a pessoa se torna adulta e passa a tomar menos leite, a quantidade de Lactase em seu intestino vai  diminuindo. É um processo natural: se essa enzima não é mais necessária, o organismo deixa de produzi-la, chegando a desaparecer em muitos casos. Contudo, isso não é deficiência nem doença! É uma reação normal e sábia do metabolismo.
Dessa forma, por causa da redução de Lactase no intestino, o organismo reduz a capacidade de digerir a Lactose - possivelmente porque o corpo não necessita mais desse carboidrato! Porém, isso não causa nenhum mal estar ou dano à pessoa. Pelo contrário, o organismo deixa de absorver um carboidrato desnecessário, evitando assim o acúmulo de gordura corporal.
Entretanto, voluntariamente ou não, médicos e nutricionistas têm interpretado essa redução da capacidade de digerir a Lactose como se fosse intolerância. Porém, isso não faz nenhum sentido! Não passa de uma interpretação equivocada, se não tendenciosa, do processo digestivo!

E porque, simultaneamente, os supermercados passaram a ofertar enormes quantidades de leite sem Lactose?
Ao contrário do que muitos acreditam, a Lactose não é mero subproduto nocivo à saúde. Na verdade, trata-se do açúcar mais nobre que existe, que é utilizado em alta escala como insumo ou matéria prima em uma infinidade de produtos industriais de alto valor de mercado, como veremos a seguir, e que é comercializada a preço de ouro.

A indústria quer a Lactose e paga alto por ela
Lactose é insumo ou matéria prima essencial para a moderna indústria química, farmacêutica e de cosméticos.
Carregamento de Lactose para a China
Com tanto leite sem lactose sendo vendido nos supermercados, muitas pessoas devem se perguntar:
- Para onde vai a Lactose retirada desse leite?
Retirada do leite por meio de processo industrial de desidratação do soro, a Lactose passa por um processo de cristalização para aumentar a sua estabilidade química e reduzir custos de transporte. Em seguida, é oferecida a um amplo mercado, disposto a pagar muito bem por ela.
Numa escala menor, a Lactose costuma ser vendida a padarias, sorveterias e pequenos laboratórios, como por exemplo:
1) Adicionada em pães e recheios, sorvetes, farinhas, alimentos enlatados e produtos lácteos (queijo, iogurte), para conferir textura e paladar mais agradável, permitir a fixação de cor mais intensa e controlar a quantidade de água contida nesses alimentos;
2) Na fermentação de produtos lácteos concentrados e congelados, para preservar a estrutura molecular, evitando alterações indesejáveis de sabor, de textura e de cor induzidas pelas variações de temperatura (Fox & Mc Sweeney, 1998).
3) Em diversos produtos farmacêuticos, para proporcionar suprimento de energia necessária ao desenvolvimento do sistema nervoso central, facilitar a absorção de cálcio, fósforo e vitamina D; favorecendo a retenção de cálcio e prevenindo a osteoporose (Mattar & Mazo, 2010; Camelo Junior et al 2011).

No entanto, isso é apenas a ponta do iceberg. O consumo de lactose e de seus derivados pela indústria vem crescendo fortemente desde a década de 60, ultrapassando atualmente os milhões de tonelada anuais. Seus principais derivados são utilizados em alta escala como matéria-prima/insumo na fabricação de uma infinidade de produtos, especialmente nas indústrias química, farmacêutica, cosmética e de alimentos.
A seguir, exemplos da utilização de alguns desses derivados (Ressalte-se que estes produtos são derivados exclusivamente da lactose).

Algumas aplicações de derivados da Lactose na indústria

1) Ácido Lactobiônico (ácido galacto-glucônico):
a)   Na fabricação de detergentes de louças e sabão em pó para uso doméstico, pelas suas propriedades emulsionante, estabilizante de espuma e alta solubilidade em água;
b) Na fabricação de fluidos conservantes de órgãos transplantados, devido à ação antioxidante capaz de inibir ou retardar a oxidação por inativação de radicais livres sobre o tecido armazenado;
c) Em formulações para vetorização de drogas (estratégia terapêutica que consiste na liberação do fármaco nas células, tecidos ou órgãos), aumentando a eficácia terapêutica de medicamentos e reduzindo a toxicidade e a restrição ao tecido lesado;
d) Como conjugado à quitosana hidrossolúvel com o objetivo de atingir a hepatócito-seletividade;
e) Como substituto do fosfato na alimentação;
f) Na fabricação de cosméticos dermatológicos, devido à ação hidratante, antienvelhecimento, anti-fotoenvelhecimento e rejuvenescedora da Lactona (sub-produto do processo industrial de produção do Ácido Lactobiônico);
g) Na fabricação de produtos antiacneicos (contra espinhas), produtos farmacêuticos cicatrizantes e produtos para peles sensíveis, devido à ação cicatrizante do Ácido Lactobiônico (Nardin & Guiterres, 1999).

2) Lactitol:
a)  É um edulcorante cujo valor calórico é de apenas 2,4kcal/g, largamente usado pela indústria farmacêutica e alimentícia na produção de adoçantes dietéticos e produtos alimentícios e medicinais destinados a diabéticos e obesos (Timmermans,1997);
b)   Na fabricação de chicletes, biscoitos, bolos, produtos forneados e produtos lácteos, em decorrência de sua estabilidade, solubilidade, higroscopicidade e gosto similar ao do açúcar comum;
c)   Na indústria de produtos dentais, por ser considerado um adoçante não cariogênico, uma vez que não é metabolizado pelas bactérias da boca, por isso provoca a liberação de ácidos corrosivos ao esmalte dos dentes;
d)   Na fabricação de medicamentos e produtos dietéticos destinados a promover o aumento de bifidobacterias ativas no colón intestinal, na cura de diversas doenças relacionadas, uma vez que ao ser metabolizado, reduz o pH intestinal, restringindo o crescimento de vários patógenos e bactérias putrefativas e nocivas (Playne et al. - 2003);
e)    Na fabricação de fármacos e produtos medicinais laxantes osmóticos em decorrencia de sua metabolização produzir ácidos carbônicos com poucos carbonos na cadeia, tais como: os ácidos láctico, butírico, propiônico e acético, aumenta a osmolaridade da região intestinal, provocando aumento do bolo fecal.

3) Lactases (Hidrolases ou β –Galactosidases)
a)   Na produção industrial de fármacos e produtos laticínios cuja ação metabólica catalisa os resíduos nocivos de outros alimentos no trato intestinal, transformando-os em glicose e galactose, reduzindo assim os efeitos de intolerância alimentar (Husain, 2010);
b)   Como aditivo a produtos lácteos destinados a consumidores com intolerância à proteína do leite e à Lactose, pois melhora a solubilidade e a digestibilidade do leite e derivados.
c)   Como aditivos destinados a prevenir a cristalização da lactose em produtos lácteos tais como doce de leite, leite condensado, leite concentrado congelado, misturas para sorvetes e iogurtes, além de melhorar as características sensoriais e de textura desses alimentos;
d) Oferecida livremente em países como o Japão na forma de mistura, contendo oligossacarídeos, lactose, glicose e galactose, no estado líquido ou em pó, é usada pelas indústrias de laticínio com objetivo estabilizar a lactase no intestino humano, influenciando beneficamente a saúde e a capacidade digestiva das pessoas, sendo, por isso denominado fator de crescimento Bifidus (Tomal et al. 2010);

4) Lactosacarose:
a)   Usada em alta escala pela indústria dietética mundial, devido à rápida absorção metabólica (cerca de 3 vezes maior que da sacarose), é um açúcar de baixo teor de conversão em gordura corporal, além de estimular o crescimento seletivo de bifidobacterias no intestino humano (Ikegaki & Park, 1997).
b) Na forma de β-frutofuranosidase (subproduto da lactosacarose), é usada em catalisadores destinados a hidrolisar a sacarose em glicose e frutose, que propiciam a transformação química dos resíduos de frutosil proveniente da sacarose (Ikegaki & Park, 1997).

5) Acido láctico (ácido 2-hidroxipropanóico ou ácido β-hidroxipropanóico):
a)   Largamente usado em vários setores industriais, como alimentício, farmacêutico, cosmético, químico e têxtil, o ácido láctico e seus derivados (sais de sódio, potássio e de cálcio) apresentam inúmeras funções, incluindo o uso como acidulante, regulador de acidez, umectante, antioxidante, agente de corpo ou massa, melhorador de farinha na produção de produtos de panificação, etc;
b)   Usado como conservante na fabricação industrial de bebidas (cerveja, vinho, sucos de frutas), bem como de alimentos em conservas (azeitonas, palmito, repolho, pepino, etc...), nos quais promove também a melhoria do sabor e a clarificação da salmoura;
c)   Usado como descontaminante e conservante na indústria de carnes, aves e carcaças suínas, destinado a reduzir a infecção por Salmonella e a contaminação por E. coli, dentre outros (Vijayakumar et al., 2008);
d)   Na fabricação de cosméticos como hidratante e regulador de pH, assim como em produtos destinados ao clareamento e hidratação da pele, além da atividade antimicrobiana;
e)   Os derivados de ácido láctico, como os ésteres de ácido lático com alcoóis alifáticos de cadeia longa são usados como emulsificantes e estabilizantes em produtos de higiene pessoal;
f)    Na indústria química, o ácido láctico apresenta inúmeras aplicações como matéria-prima na obtenção de óxido de propileno, acetaldeído, ácido acrílico, PLA, ácido propanoico, enquanto;
g)   no setor têxtil, o ácido láctico é usado no curtimento e acabamento têxtil incluindo: o tingimento da seda, na descalcificação de vegetais, como neutralizador, agente regulador de pH.

6) Polilactatos (PLA)
a)   Na fabricação de embalagens de plástico biodegradável, reciclável, bioabsorvível e compostável, transparente, assim como para demais polímeros que exijam capacidade de biocompatibilidade (Drumond et al.,2007);
b)   Na fabricação de de fibras e têxtil, agricultura, eletrônicos e produção de aparelhos e aparatos eletrônicos domésticos;
c)   Na indústria médica e de engenharia de tecidos e implantes ósseos, devido à possibilidade de serem utilizados em implantes temporários, devido à sua capacidade bioabsorvível e, à medida que se degrada transfere a tensão gradualmente para o osso em cicatrização, o que elimina a necessidade de uma segunda cirurgia para retirada do implante, fatos que promovem melhor recuperação do paciente e reduzem custos com o tratamento (Rezende & Duek, 2003);
d)   Pela sua capacidade de biodegradação, o seu uso industrial tende a aumentar em escala geométrica, devido às crescentes preocupações ambientais e sustentáveis em relação aos polímeros petroquímicos convencionais, não obstante as dificuldades da indústria em viabilizar o aumento da escala de produção e disponibilidade de matéria-prima (Lactose);

Conclusão:
A demanda da indústria por derivados da Lactose vem crescendo em escala geométrica nos últimos anos, coincidentemente com o crescimento da campanha que divulga o mito da Intolerância à Lactose. Isso se dá, sobretudo, devido ao interesse da indústria em atender a um mercado crescente que requer, como insumo ou matéria prima, derivados da Lactose, quais sejam:

1)   As preocupações ambientais que induzem à demanda de Polilactatos para produzir produtos biodegradáveis;
2)   O interesse da indústria médica por materiais auto absorvíveis, cuja produção necessita de Polilactatos;
3)   A procura maior por alimentos de baixo teor calórico que requer o  uso de Lactitol e Lactosacarose para produzir alimentos e medicação dietética;
4)   A intenção da indústria farmacêutica e de cosméticos em melhorar a qualidade de seus produtos, para o que necessita de Ácido Lactobiônico e Acido láctico.
Todos esses segmentos industriais utilizam como insumo ou matéria prima produtos derivados da Lactose. Por isso, a campanha de demonização do Leite e da Lactose, como forma de afastar a população desses alimentos, reduzindo a sua demanda e, assim, baixando os custos dessas matérias primas para essa indústria.
...
Leia também:
1) Nutrição e Dietas: Dicas
2) Comer bem sem engordar
3) Quatro Décadas de Orientação Nutricional Errada
...

Fontes:

http://revistalaticinios.com.br/wp-content/uploads/2011/09/10-Fazer-Melhor-104.pdf

http://www.igastroped.com.br/areas-de-atuacao/intolerancia-a-lactose/intolerancia-a-lactose-mitos-e-realidade/

http://www.enxaqueca.com.br/blog/queijo-sem-enxaqueca/

http://www.saocamilo-sp.br/novo/noticias/maioria-das-alergias-alimentares-e-mito.php

http://www.ecologiamedica.net/2015/09/leite-mitos.html?m=1

http://pt.scribd.com/doc/119915355/Lactose#scribd

* Malcyn Dukya é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Informática, ex Coordenador Geral de Modernização e Tecnologia nos Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, pesquisador autodidata em Nutrologia e Nutrição Esportiva, História e Sociologia, Músico Amador, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M∴

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Hábito Alimentar prazeroso, saudável e sem restrições

Como ter um hábito alimentar prazeroso, saudável, sem restrições e sem engordar?  

1º - Conscientize-se:

  • Preserve a sua autoestima: Não abra mão de decidir, você mesmo, sobre os quatro principais aspectos da vontade própria, que são:
    • A sua liberdade de escolher o quê, quando, quanto e como comer;
    • O seu gosto e o seu paladar pessoais;
    • A sua cultura/costume alimentar;
    • A sua rotina pessoal.
  • Estes fatores são estritamente pessoais a cada indivíduo. Por isso, sujeitá-los a opiniões de terceiros fere o seu livre arbítrio, fazendo com que você se canse dessa submissão e volte à situação original, engordando de novo, mais cedo do que imagina.
  • Por essa razão, nunca adote dietas prefabricadas, constituídas de tabelas e listas indicando alimentos específicos que, via de regra, são inventadas de forma especulativa, de acordo com os interesses do autor.

      2º - Informe-se:

      • As dietas prefabricada são uma complicação desnecessária e inócua, pois todos os alimentos resumem-se em apenas três categorias de nutrientes, que são:
        • As amidos, também conhecidos como carboidratos: Predominantes nos alimentos de origem vegetal (açúcares em geral, cereais, massas, farinhas, verduras e legumes).
        • As proteínas, também conhecidos como aminoácidos: Predominantes nos alimentos de origem animal (carne, ovo, leite, queijos).
        • Os lipídeos: Gorduras de origem animal (banha, manteiga, torresmo) e óleos vegetais.
      • Dentre essas três categorias, apenas os amidos engordam.
      • Portanto, se quer perder peso ou evitar engordar, basta você
        • Reduzir o consumo dos amidos (açúcares em geral, cereais, massas, farinhas, verduras e legumes), que engordam e ainda provocam mais fome num curto prazo e 
        • Aumentar proporcionalmente o consumos de proteínas e gorduras, que não engordam e proporcionam a sensação de saciedade prolongada.  

      3º - Coma certo:

      • Encha a geladeira de vários tipos de queijos, dos que você mais gosta (os amarelos são mais nutritivos), toda a carne que quiser (sem nenhuma restrição a gordura), ovos, leite e tudo o que for derivado disso. Estes alimentos de alto teor de proteína e de gorduras vão te propiciar nutrição completa, mantendo a sensação de saciedade prolongada. 
      • Elimine definitivamente o açúcar adicionado. Reserve sua cota de ingestão de açúcar para coisas realmente gostosas e prazerosas e que contenham também proteínas e gorduras, tipo iogurtes, doces de leite, sorvetes.  
      • Combata o desejo de comer doces comendo frutas.  
      • Reduza ao máximo - se possível elimine - o consumo de farinhas, pães, biscoitos e massas e quaisquer outros derivados de cereais, pois têm altíssimo teor de carboidratos e são praticamente desprovidos de proteínas boas. Fuja, sobretudo,  dos cereais de origem europeia, como trigo, cevada e centeio que, além de tudo, contêm glúten, uma espécie de proteína tóxica, suspeita de ser uma das maiores causas de doenças cardiovasculares. 
      • Dê preferências aos biscoitos e pães feitos à base de queijo, leite e ovos, com suprimento de amido de mandioca ou de milho, como pão de queijo, biscoitos, bolos e broas de fubá ou polvilho, etc, que são ricos em proteínas e não contêm glúten.
      • Evite ao máximo os óleos vegetais e margarinas, sobretudo os derivados de cereais europeus, ricos em glúten, bem como o chamado "óleo Canola" que é extraído de uma planta tóxica chamada Colza, cujo uso prolongado pode provocar sérias doenças cardiovasculares.  
      • Evite se empanturrar de legumes e verduras, a ponto de prejudicar sua ingestão de proteínas e gorduras, pois os vegetais, conforme visto acima, têm alto teor de carboidratos e, por isso, vão provocar o desequilíbrio da sua insulina, causando mais fome muito rapidamente e o consequente aumento de peso.  
      • No mais, coma quando sentir vontade e quanto quiser.
      • Se quiser perder algum peso mais rapidamente, adote a tese do doutor Atkins, que consiste na supressão do consumo de carboidratos durante algumas semanas - no máximo quatro ou cinco, pois além disso seu organismo poderá sofrer consequências nocivas por causa da abstinência de carboidratos.  

      Você deve ter achado estranho a mudança dos paradigmas propostos!
      Então, leia a matéria no link seguir e entenda a razão.

      Colaboraram:
      1) Doutor Erick Neves: Médico Especialista em Nutrição Esportiva e Nutrologia;

      2) Samara Adriao de Oliveira: Enfermeira, pesquisadora em Nutrologia;
      3) Camila Vinhal;
      4) Alexandre Lameiras.